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terça-feira, outubro 31, 2006

enriquecimento curricular no 1º ciclo


Acabou de ser publicado, no Diário da República, no passado dia 16 de Junho de 2006, o Despacho n.º 12.591/2006 (2.ª série), no seguimento da catadupa legislativa que visa balizar a nova forma de encarar o ensino Básico obrigatório, mormente o do 1.º Ciclo, no que diz respeito, principalmente, à promoção das actividades de enriquecimento curricular, “seleccionadas de acordo com os objectivos definidos no projecto educativo do agrupamento de escolas e que devem constar do respectivo plano anual de actividades”, conforme se lê no ponto 8 do aludido Despacho.

O Apoio ao Estudo e o Ensino do Inglês para os alunos dos 3.º e 4.º anos de escolaridade, constituem actividades obrigatórias, a implementar já no ano lectivo de 2006/2007, para além do ensino de outras línguas estrangeiras, da Actividade física e desportiva, do Ensino da música, de Outras expressões artísticas e de Outras actividades que incidam nos domínios identificados.

Todas estas actividades têm tempos e intervalos definidos (consultar o Despacho) e poderão contar com o apoio “promotor” das Autarquias locais, das Associações de pais e de encarregados de educação, de Instituições de solidariedade social e de Agrupamentos de escolas.

Neste diploma legal encontram-se também definidas, entre outras coisas, a programação das actividades, o seu acompanhamento, avaliação e as várias reuniões. No capítulo II, artigo 3.º é tratado o acesso ao financiamento, principalmente para a leccionação do Inglês e, no capítulo III define-se o perfil dos professores daquela língua estrangeira, da actividade física e desportiva e do ensino da música, bem como de outras actividades de enriquecimento curricular.

Já no ano de 2001, através do Decreto-lei n.º 6/2001, procedia-se a uma reorganização do currículo do ensino básico, consagrando “três novas áreas curriculares não disciplinares, bem como “a obrigatoriedade do ensino experimental das ciências, o aprofundamento da aprendizagem das línguas modernas, o desenvolvimento da educação artística e da educação para a cidadania e o reforço do núcleo central do currículo nos domínios da língua materna e da matemática”.

O ponto 4 do artigo 2.º, do decreto em apreço, aponta para o projecto curricular de turma, aprovado e avaliado pelo professor titular de turma, em articulação com o conselho de docentes, sendo elaborado a partir das estratégias de concretização e desenvolvimento do currículo nacional e do projecto curricular de escola.

Fundamental ainda, para que seja possível proceder a uma avaliação das aprendizagens e competências dos alunos dos três ciclos do ensino obrigatório, de forma legalmente enquadrada, continua a ser o Despacho Normativo n.º 1/2005 de 5 de Janeiro que, sobre esta matéria, viria a revogar os anteriores diplomas.

No entanto, para a análise da temática vertente, importa que lancemos, desde já, um olhar rápido à situação da Educação e do Ensino, no período imediatamente anterior à revolução ocorrida no dia 25 de Abril de 1974: nessa altura o currículo era rígido, imposto, ideológico, numa sociedade onde o poder se encontrava centralizado na capital e daí ditava o que bem queria e lhe interessava, manobrando um sistema educativo frequentado apenas por quem queria e podia prosseguir estudos.

De seguida atentemos ao fenómeno despoletado pela massificação do ensino, já depois da instauração da democracia, e ao alargamento da frequência obrigatória, primeiro para os 12 anos de idade e, depois, para os quinze, a determinar o insucesso em doses industriais, também por falta de bom senso e adequação das políticas educativas.

No que diz respeito à legislação, apontemos a Constituição da República Portuguesa de 1976, que alicerça a jovem democracia de então e fala em igualdade de oportunidades e acesso, tornando cada vez mais premente a necessidade de uma Lei de Bases que equacionasse e balizasse toda a estrutura do Sistema Educativo Português. Esta surgiu, enfim, através da Lei n.º 46/86 de 14 de Outubro.

Também a Reforma Educativa, estudada e apresentada pela respectiva Comissão (1987/1988), aventa novos protagonismos para os professores e para as escolas; fala em projecto educativo de escola, em descentralização, em autonomia, em participação; em diversificação curricular; em actividades de complemento curricular e outros conceitos novos e promissores.

A Lei de Bases, no seu artigo 47.º, pontos 2 e 4, faz alusão a planos curriculares de adequação (Formação Pessoal e Social), a conteúdos flexíveis, integrando componentes regionais.

João Formosinho (Universidade do Minho), em 1989, contrapõe à democracia representativa centralizada, que até aí orientava toda a orgânica da escola portuguesa, a democracia participativa descentralizada, que prepara o caminho e torna possível a gestão flexível – sensata – dizemos nós, do currículo, enquanto percurso, caminho, algo que nos conduz ou pode conduzir a bom porto, concebendo-o como um projecto aberto e plasticinado, susceptível de ser construído e reconstruído e adequado aos diferentes contextos educativos aos quais se dirige.

Importantes foram também os diplomas legais entretanto publicados (uns mais do que outros, outros ainda perfeitamente ineficazes), mas, perfeitamente demonstrativos de uma certa mudança, na forma como se passou a encarar certas problemáticas ligadas à Educação, em Portugal, quanto mais não fosse, ao nível das intenções lavradas no papel... Estamos a pensar, fundamentalmente, no Regime Jurídico da Autonomia das Escolas (Dec.-Lei n.º 172/91 de 10 de Maio e no Dec.-Lei n.º 43/89 de 3 de Fevereiro), este último deveras marcante.
Mais recentemente o Ministério da Educação fez publicar o Dec.-Lei n.º 115-A/98, de 4 de Maio e o Decreto Regulamentar n.º 12, de 29 de Agosto, ambos aparecidos para estruturar os tão financeiramente desamparados Agrupamento de Escolas, aos quais chamamos, com certa mágoa, (Escolas (A)mal(g)amadas).

(...) Torna-se urgente o discernimento do professor, enquanto mediador entre a teoria e a prática, entre o currículo formal e a intervenção directa (interactividade nas escolas).

O professor, enquanto profissional reflexivo, deve desenvolver conhecimentos, atitudes e competências, abordando o currículo como investigador e experimentador, edificando, construindo ele mesmo, em função das necessidades, das diversidades e especificidades várias, racional e autonomamente, reflectindo em equipa, criticamente.

Ao desenvolvimento curricular deve estar sempre aliado o desenvolvimento profissional e o desenvolvimento comunitário. Assim, o currículo deve assumir-se como um projecto integrado, a construir nas escolas, a partir do desenho inicial – o programa nacional, na linha de uma análise cuidada, seguida de investigação e adequação.

O projecto curricular é “uma proposta teórico-prática de investigação e desenvolvimento curricular”, no dizer de Bonafé – 1991, através da qual se faz uma mediação entre determinadas intenções educativas e sociais e os processos práticos de socialização cultural dentro das salas de aula e das escolas. Neste sentido, o projecto curricular surge como um instrumento de reflexão sobre a natureza da função educativa e cultural que se realiza nas escolas, através da explicitação e compromisso com um modelo elaborado a partir de considerações de ordem sociológica, epistemológica, ética, psicológica e pedagógica e, ao mesmo tempo, como um instrumento de transformação das práticas, mediante propostas de intervenção metodológica que consubstanciem o próprio currículo.

(...) Relativamente a uma ainda bem recente componente curricular, de seu nome “Área-Escola”, podemos dizer tratar-se de uma área aberta, integradora de saberes e experiências, interdisciplinar, que pode congregar professores e alunos, iniciando estes nas metodologias de projecto, globalizadoras e que deve tornar as aprendizagens significativas.

Logo a seguir surgiu a “Área de Projecto” que, na prática, mais não é do que a Área-Escola” que, de resto, viria a ser regulamentada ao pormenor mais ínfimo, contrariando a sua própria lógica intrínseca de abertura, liberdade, autonomia e integração. Pena é que nos continuem a negar as equipas multidisciplinares e até o simples professor de apoio nas salas de aula onde se aglomeram vários anos de escolaridade (1.º Ciclo do Ensino Básico).

O Estudo Acompanhado (que sempre se praticou no Ciclo inicial obrigatório) é uma outra área curricular não disciplinar, a par da Educação Cívica, área que se confunde com a da Educação Pessoal e Social. Quanto à Educação Sexual... Esta pode muito bem ser transversal, sem ser disciplina, e ser ministrada com a sensatez que tal matéria implica.
Permitam-nos que opinemos, tendo em conta o que fica exposto, para acrescentar que no caso concreto desta nova reforma curricular, a mesma terá surgido perfeitamente desgarrada da realidade, descontextualizada, dado pretender ser primeiro andar de acabamentos melhorados, por cima de um rés-do-chão em ruínas. Considerámos que na altura própria não foi efectuada a devida avaliação, de todo o sistema educativo e, a sê-lo, deveria ter ocorrido na pessoa de quem por dentro dele trabalha: pelos profissionais no terreno.

(...)Fulcral também, sob o ponto de vista do desenvolvimento curricular, no âmbito da gestão cuidada e sensata do currículo, é a avaliação, enquanto instrumento formativo, processual que estimula e respeita os ritmos e as capacidades dos alunos.

Ao nível profissional e autónomo dos agentes educativos, convém ter sempre em conta as decisões educativas de consenso, no quadro da aplicação racional do currículo, aos diferentes contextos sociais e comunitários, sustentado no Projecto Educativo d Escola, reforçando a autonomia da própria escola, através de uma gestão participada que estimule as relações entre a Escola e o Meio onde está implementada.

“Os projectos curriculares são um espaço importante”, como refere Bonafé (1991), “quer de reflexão e discussão sobre os problemas educativos fundamentais (que cultura e que saber, para que escola, em que sociedade), quer de tomada de decisões pedagógico-didácticas para melhorar as práticas educativas.”

Já L. Del Carmen e T. Zabala (1991) definem Projecto Curricular como um “conjunto de decisões articuladas, partilhadas pela equipa docente de um centro educativo, tendentes a dotar de maior coerência a sua actuação, concretizando as orientações curriculares de âmbito nacional em propostas globais de intervenção pedagógico-didáctica adequadas a um contexto específico.”

Alonso (1993) entende o Currículo como “um projecto integrado e global de cultura (aprendizagem a realizar) e de formação (capacidades a desenvolver) que fundamenta, articula e orienta as decisões sobre a intervenção pedagógica nas escolas, com o fim de permitir uma mediação educativa de qualidade para todos os alunos.”

O Projecto Curricular é “representação antecipadora (Barbier, 1993) de uma realidade educativa susceptível de mudança (...)”

Vamos agora tentar concluir esta breve abordagem, que procurámos fazer, da práxis curricular, no seguimento do roteiro legislativo de que dispomos, fazendo notar, entretanto, o quão aliciante e complexa a mesma se nos afigura, sem deixar de ser ainda manifestamente problemática, no que diz respeito à sua aplicação prática, dado que, se por um lado se aconselha uma gestão curricular de forma racionalmente sustentada, em função das realidades diversificadas, diferenciadas, por outro lado, essa mesma gestão flexível só pode sê-lo até determinados limites, pois não há nada na vida que possa ser encarado em termos absolutos e, no caso concreto do sistema educativo nacional, todos estamos infelizmente conscientes dos males e contradições de que o mesmo enferma, o que muitas vezes contraria, impede, bloqueia ou condiciona qualquer boa vontade, por mais maleável que a mesma intente ser.

Apoiemos, no entanto, a teoria e a prática do projecto curricular numa concepção construtivista do desenvolvimento humano, fomentando o desenvolvimento global do aluno, equilibradamente, não apenas cognitivamente, articulado de forma continuada e integrada, fazendo com que a estrutura curricular possibilite às crianças escolarizadas uma formação consistente e significativa.

A abordagem globalizadora do projecto curricular organiza os conteúdos em sequência da aprendizagem (actividades integradoras) ligadas a contextos e vivências das crianças, de forma interdisciplinar, integrando a complexidade do real.

O currículo é uma construção social, um comprometimento com a comunidade, recriando práticas e interiorizando valores, num desenrolar permanente de atitudes atentas e introspectivas, de posturas activas e analíticas, de acções articuladas e pensadas, tendo sempre em vista o possível e o impossível, o viável e o inviável, indissociavelmente assentes na dignidade profissional dos docentes e no respeito inalienável devido aos alunos enquanto seres em formação/desenvolvimento, para a vida em sociedade, nas múltiplas inter-relações cívicas e familiares que o futuro gradualmente lhes for trazendo, com as quais se terão de ver confrontados, devendo sempre protagonizá-las de forma positivamente sucedida, no papel de actores de um mundo em mudança que persegue a paz, a qualidade de vida e a felicidade.

Por último, e no que toca à avaliação de um trabalho deste tipo, “tendo em conta os critérios de abertura, flexibilidade e dinamicidade de um projecto de desenvolvimento curricular, torna-se necessária uma constante acção/reflexão/acção que permita verificar a adequação das decisões tomadas às necessidades detectadas”, como se pode ler nas páginas 108 e 109 da obra “ A Construção do Currículo na Escola” (1994).

“Toda a prática educativa implica a sua avaliação. Neste sentido, os docentes avaliarão, quer o projecto, quer o processo de ensino-aprendizagem, na sua globalidade. Avaliar-se-á este processo enquanto construção progressiva, onde os objectivos se estabelecem mais sob a forma de processos pessoais a desenvolver do que de resultados precisos de aprendizagem que se antecipam. Neste sentido, os conteúdos instrumentais face aos objectivos educacionais estabelecidos. Serão também objecto de avaliação, a actuação do professor, a participação da comunidade, a adequação das actividades, recursos e materiais utilizados, a temporização do projecto, os conteúdos seleccionados e a sua sequencialização, a orientação metodológica, etc..”
Todo este processo de avaliação contínua facilitará a tomada de decisões e a introdução de alterações nas programações seguintes.

“Nesta perspectiva, a avaliação assume um carácter globalizante, formativo, integrado e contínuo, funcionando como fio condutor do projecto e de todo o processo de ensino-aprendizagem, abrangendo o domínio dos conhecimentos, das capacidades e atitudes. Assim, a avaliação é favorecedora de progressão pessoal e da autonomia dos alunos, na medida em que se encontram directamente implicados no processo, e permite ao professor controlar, reformular, adequar e melhorar a sua prática pedagógica.”

“O professor poderá utilizar diferentes instrumentos de avaliação, nomeadamente a observação directa, as produções dos alunos e o grau de envolvimento nas actividades de ensino-aprendizagem, no sentido de se orientar nas dificuldades e valorizar os seus progressos e, simultaneamente, recolher informação diversa para a realização de novos projectos significativos, que constituam novos desafios para os alunos e para toda a comunidade educativa.”

Em Julho de 2006

Bragança dos Santos

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ca rica "bolina"... :)

enfim... há certas importações que fazem bem à vista...

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domingo, outubro 29, 2006

vela simbólica


Acende uma vela simbólica
pelas crianças
que todos os dias são sexualmente abusadas na internet.

Esses sites têm que ser erradicados!!

Vamos acender um milhão de velas até 31 de Dezembro
como forma de pressionar os governos a tomarem uma posição.

Segue informação:
Basta ir ao site: http://www.lightamillioncandles.com/

Nota: Vê o comercial.

Para além desta campanha
aqui ficam os links para onde poderão denunciar
qualquer tipo de pornografia infantil que encontrarem na net.
http://www.cybertipline.com/
http://www.inhope.org/en/index.html


OBRIGADA!
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o verdadeiro relógio de areia... :)


Não é a ampulheta :)
e destina-se a recordar
os +...+...+...+... distraídos
da mudança da hora...

ahahahahahah
quando der duas (...)
atrase para uma...


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sábado, outubro 28, 2006

obrigada maria_árvore


É dia de aniversário, e eu nem me lembrava...
mas
a impecável Maria
não perdoa estas coisas
pois tem sempre a agenda à mão...


Parece que dói a cabeça à velinha, mas o pavio, parece docinho...
dá-me até vontade de o provar...
O QUE É DOCE, NUNCA AMARGOU... :)

Beijinhos para todos os que têm paciência de me ler
com quem, mesmo sem nos conhecermos pessoalmente
vou partilhando
algumas "coisitas" da minha vida...


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quarta-feira, outubro 25, 2006

cantinas do 1º ciclo

As cantinas
das escolas do 1º ciclo de escolaridade

Devido às características dos seus pequenos utentes, tem de forçosamente haver regras diferentes no seu funcionamento.

À partida é fácil entender que crianças dos 3 aos 9 anos de idade, não têm força física nem autonomia suficiente, para poderem transportar sozinhas um tabuleiro com comida. Logo, o sistema self-service não funciona mesmo.

Numa cantina de primeiro ciclo, o apoio de pessoal adulto auxiliar tem de ser em
quantidade significativa

Vejamos:.
- Antecipadamente, há que pôr as mesas.
- Há que servir os pratos feitos.
- Há que trocar os pratos.
- Há que partir alguns alimentos para as crianças mais pequenas e para as ainda pouco independentes.
- Em alguns dias, é preciso descascar-lhes a fruta.
- Nalgumas crianças, ainda é preciso meter-lhes a comidinha na boca.
- Há crianças que, acidentalmente ou por brincadeiras, entornam a comida, sendo preciso limpá-las e/ou mudar-lhes a roupa, limpar o recinto e dar-lhes comida nova.
- Há crianças que vomitam…

- Há crianças que fazem birra com o que lhes é servido.
- Há crianças muito lentas para quem não chega o tempo previsto, nunca conseguindo também ceder o lugar a outras.
- Há crianças muito rápidas, que são ligeiras a comer, precisando sair da cantina, exigindo por isso quem se ocupe delas e "vigie" as suas brincadeiras posteriores.
- Há crianças que pura e simplesmente não obedecem nem respeitam as funcionárias auxiliares de acção educativa ou as tarefeiras.

Duma maneira geral , as cantinas ao almoço, estão cheias como ovos: de criancinhas e de ruído ensurdecedor.

As funcionárias têm de ter "mil" olhos para trazerem tudo debaixo d`olho e controlado, sendo momentos extremamente stressantes para os adultos e para algumas crianças mais tímidas. Praticamente todos os dias, há queixas de mau comportamento, feitas aos professores e a pais.

Com a prática da “política das economias”, cada vez menos auxiliares de acção educativa são colocadas nas escolas. Cada vez se contratam menos tarefeiras a quem lhes é pago à volta de 1€ / hora...

Como esta é uma tarefa "muito relaxante", há quem ache que as professoras, no legítimo intervalo do seu almoço, também deveriam estar presentes nas cantinas...
E estranhamente, até há quem o faça!!...

Entretanto, alguns dos pais, avós e amas dessas crianças, comem tranquilamente nas suas casas , vendo o telejornal e as novelas do almoço...

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terça-feira, outubro 24, 2006

uma martelada por dia....

QUEM SE DEIXA ENROLAR ??!!!!


Será o insucesso escolar que vira o país de “pernas próar”

ou


um país de “pernas próar”… é que gera em cada dia, o insucesso escolar?????!!!!!!


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domingo, outubro 22, 2006

professoras, essas fadas em serviço permanente...


Passeando pelos blogs, dou-me conta de opiniões muito estranhas, pois parecendo estar na moda, toda a gente ousa acusar os professores.

Uma ESCOLA para funcionar bem, precisa ter boas infra-estruturas de apoio, com pessoal auxiliar em quantidade suficiente para apoiar convenientemente as actividades que nela sejam dinamizadas. Na verdade, não é isso que acontece, pelo menos em muitas das escolas que conheço, e, muito em particular, naquela onde trabalho. O corte na colocação de pessoal auxiliar é cada vez maior. As poucas funcionárias existentes têm uma sobrecarga de trabalho impressionante.

Vejamos:

1- Se é certo que os pais têm direito aos seus empregos e aos seus intervalos de almoço, porque razão o mesmo direito tem de ser questionado aos professores ??? Na ausência de pessoal auxiliar suficiente, que obrigação tenho eu ( ou qualquer professora) de tomar conta das criancinhas que almoçam na escola, enquanto os paizinhos e amas comem tranquilamente ???

2- Se as actividades de complemento curricular ocorrem fora do meu horário de trabalho e não fazem parte das minhas atribuições, que obrigação tenho eu de fazer substituições se algum desses dinamizadores faltar ???

Já aconteceu na minha escola. Faltaram simultaneamente dois desses dinamizadores. Crianças na faixa etária dos 5-9 anos, não podem ficar sozinhas. Como e o que fazer então ??

Por acaso alguém previu essa situação apetrechando a escola de, por exemplo, um leitor de vídeos ou DVDs??? A escola já teve televisão, mas foi roubada. Uma lista de material de apoio audiovisual, repetidamente em cada ano, é apresentada a quem de direito, mas nunca foi satisfeita. No ano passado, as crianças do Jardim andaram a “cantar os reis”, à chuva e ao frio, (abstenho-me aqui de dar a minha opinião pessoal) para juntarem dinheiro para uma televisão e vídeo. Foram comprados e utilizados algumas vezes em tempo de prolongamentos. Quatro meses depois, apesar da escola ter alarme, o vídeo foi roubado. A frustração das crianças foi enorme. Alguém o repôs ??? Até hoje, nada.

Neste ano escolar, as aulas começaram, e, obedecendo a ordens superiores, as actividades complementares foram iniciadas, e... havendo problemas... como é que é ???!!!

AGUENTEM OS PROFESSORES!!!!!!

Mas isto cabe na cabeça de alguém ???
Porque têm de ser as professoras, as fadas de serviço, num país de pernas próar ???

Acho óptimo que toda a gente tenha a possibilidade de expressar as suas opiniões, mas acho também que, presentemente, virou moda fazer dos professores os bodes expiatórios de todos os males que a sociedade enferma e, com isso, eu não posso concordar.


Chega de tamanha perseguição!!!

Sei que a minha modesta opinião, evidenciando a minha evidente revolta, ficará aqui prisioneira e asfixiada neste espaço, onde possivelmente, ninguém me lê. Paciência. Ao menos o desabafo fica feito....

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em domingo de tempestade, sabe bem relembrar...


Escrevendo à chuva...

Abri a janela
para receber na brisa da noite
os beijos que me enviaste.

Quedei-me por algum tempo
imóvel
quase suspensa
de olhos fechados
sentindo-te chegar
roçando mansamente
no meu rosto e cabelos.

Inexplicavelmente
levantou-se uma ventania!...

Abri muito a boca
porque sentia-te em mim
com redobrada intensidade
envolvendo-me de corpo inteiro
no rodopio do teu abraço.

Agora
sempre que o vento sopra
meu pensamento voa para ti...

Desculpa amor
só hoje ter entendido
o verdadeiro significado da chuva
escorrendo na minha janela...
A partir deste instante
passarei a amar as tempestades!...

Afinal
nunca nada é tarde demais...

Para ti, beijos...
Onde quer que estejas
recebe meus beijos
encharcadinhos de chuva
envoltos em abraços de ventania...


Papoila_Rubra
Outubro / 2005

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sábado, outubro 21, 2006

pois.... em 2010 é que se verá...

Segundo esta fonte , agora entendo toda a precipitação: trata-se de "cumprir"
calendário europeu...


O programa de trabalho sobre o seguimento dos objectivos dos sistemas de educação e de formação na Europa, teve início em 2001, e, apesar de nele constarem duas avaliações intercalares, a avaliação final será em 2010.

Para análises prévias e criação de decentes infra-estruturas de apoio, não houve tempo ??!!!

Mas, como a ESCOLA é fada e os professores têm varinha mágica, tudo farão e vão fazendo...

Claro, depois, na futura avaliação de 2010... para justificar o insucesso, a culpa será invariavelmente da incompetência dos professores... esses desordeiros que até fazem graves...

Como consequência deste plano, fomos “empurrados” para as TICs.

Nas escolas, dão-nos computadores, internet e impressoras...

Mas

- não nos dão tinteiros para as impressoras ( ficamos meses à espera que substituam os tinteiros secos ); se houver pressa, temos de imprimir em casa.
- mandam-nos poupar na tinta.
- nos outros eu desconheço, mas, no meu Agrupamento Vertical, não há um único técnico que nos apoie as nossas dúvidas e erros.
No entanto, não falta quem “brilhe” com impecáveis trabalhos feitos em computador. Há que apelar para o desenrascanço ou negociar essa colaboração com com os amigos, com os filhos ( os já crescidinhos) com os maridos ou com os técnicos das empresas desses tais maridos…
- A escassez de software ao serviço dos professores, é um facto.

O Ministério da Educação fornece quase nada...
Vivemos dos empréstimos e favores nas cedências dos colegas que já aprenderam um pouco mais, ou “arranjaram” quem lhe fizesse...
Por acaso os profissionais dos departamentos das Finanças, é que tiveram de fazer os diferentes modelos de “impressos” para preenchimento de IRS, imposto sobre automóveis e todos os outros em uso pelos respectivos departamentos ??

Pois poderá parecer absurdo, mas, aos professores muito pouco lhes é fornecido.

As grelhas de planificação e programação semanal, tive de inventá-las.
As grelhas para sumários, tive de inventá-las.
O esquemas base para o projecto curricular de turma, foi "roubado na net", de uma escola que resolveu pôr o seu modelo à disposição dos colegas.

Modelos disto e daquilo, pura e simplesmente não há, à excepção da ficha de avaliação trimestral, que este ano, já foi distribuída digitalizada.

Os professores foram mesmo “empurrados” para as TICs.

- Desunhem-se!!!! – devem dizer entre dentes, os nossos “cérebros orientadores”. Pudera!!! Para os seus serviços e desempenho, há sempre gabinetes com técnicos de apoio que executam na perfeição os trabalhos que planeiam...

Por outro lado, não importa contabilizar quanto tempo o professor demora a descobrir ou como ou quem incomoda...

Afinal até o professorado vai apresentando as tarefas "bem feitinhas"...


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Um novo olhar sobre o Mundo...

..............Será mesmo ??!!!
..........................................................tomara que fosse...


Embora sabendo que não tenho esse direito, não resisti a pôr-lhe um título...
Segundo o seu autor, trata-se de: "uma das minhas imagens digitais, feita com um programa para fazer fractais e uma fotografia macro de um búsio.

A minha "arte digital"... Foto daqui

búsio = búzio


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sexta-feira, outubro 20, 2006

neste processo, acontece de tudo!!!!!...


CHANTAGEM do ME

Em reunião conjunta com as 14 organizações que constituem a Plataforma Sindical para o Estatuto da Carreira Docentes (ECD), foi entregue às organizações sindicais a IV Proposta do Ministério da Educação

De salientar que o Ministério da Educação faz depender a manutenção desta nova proposta do compromisso das organizações sindicais em pôr termo à onda de contestação que tem marcado a vida das escolas e a actuação dos docentes, como se pode comprovar pela leitura da seguinte passagem da proposta (penúltimo parágrafo da página 2):
«Contudo, no sentido de corresponder às preocupações manifestadas por alguns professores e de reconstruir a relação com as associações sindicais, decidiu apresentar-lhes este documento. Trata-se, porém, de uma proposta condicionada à obtenção de um compromisso que, pondo termo à conflitualidade que nas últimas semanas se tem desenvolvido e criando um clima de serenidade, possibilite a sua efectiva aplicação nas escolas.»

O ME teve ainda o descaramento de oferecer aos sindicatos a possibilidade de verem o tempo prestado como Dirigentes sindicais ser equiparado a serviço efectivo de funções. Parece mentira, mas é verdade - o ME, apesar de se limitar a mudar vírgulas, exige para o efeito, o silêncio dos sindicatos, chegando ao ponto de os tentar comprar.

Ainda que não seja de momento possível avançar com a posição da Plataforma sindical, importa desde já informar os responsáveis do ME, nomeadamente o Sr. Pedreira, que o SPN e a FENPROF não querem afundar barco nenhum e que se há um barco para levar a bom porto, e esse barco é o ECD do ME, então vai ser difícil fazer chegar tal miséria a terra, porque quem tem vindo a meter água tem sido o próprio ME.


Outra coisa, não estamos em saldo! E vamos continuar a fazer da FENPROF a maior organização sindical docente do nosso país! Sem nunca fazer silêncio... Quer dizer, talvez não... Quando o Sr. abandonar o ME, o que não deve faltar muito, vamos fazer um minuto de silêncio em memória das suas trapalhadas!


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Conclusão: as frentes de batalha que se nos deparam, aumentam, apesar de já serem mais que muitas!...


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quinta-feira, outubro 19, 2006

repetindo-me...

A ESCOLA
sozinha
jamais modificará sociedades
jamais "salvará" um país...

A pedagogia do sucesso
assenta apenas
nos pilares seguros
sólidos e firmes
de uma comunidade feliz
EQUILIBRADA
com a vidinha organizada
devidamente estruturada
com disponibilidades
para participar
para colaborar
para se "dar"
para AMAR os seus filhos
o país e o mundo...

a ESCOLA isolada
é apenas uma insignificante gotinha
dispersa
ineficaz
para saciar as diferentes sedes
de qualquer sociedade.

Do muito que está mal
há culpados
são vivos
actuais
e reais de carne e osso
mas como não conseguem equacionar esta verdade
( porque também são maus na matemática)
optam por fazer dos professores
os seus bodes expiatórios...

E o rebanho de "cegos", aumenta...
( e ainda a procissão vai no adro...)

A minha profissão violenta-me
em cada dia
em cada ano que passa!

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terça-feira, outubro 17, 2006

também sou grevista


( CLICA NA IMAGEM PARA LERES MELHOR. )

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O DESPERTAR DE UMA MAIOR CONSCIÊNCIA DE CLASSE...


Em gesto solidário com a dona deste blog
este espaço
nos dias 17 e 18
encontrar-se-á ao serviço da

GREVE GERAL
de
TODOS os PROFESSORES
e
EDUCADORES de INFÂNCIA

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domingo, outubro 15, 2006

convite

Fica aqui o convite .

Visitem. Beleza paisagistica de encantar...

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GREVE 17 e 18 - por via das dúvidas, aqui fica a informação...

GREVE - a resposta a todas as dúvidas

Caras (os) colegas,

Está convocada Greve para os dias 17 e 18 de Outubro.

Será certamente a maior greve alguma vez feita pelos Docentes Portugueses!


No dia de Greve, cada um de nós pode actuar como quiser:
- simplesmente não aparecer na escola;
- aparecer na escola e não dar aulas;
- ficar à porta da escola: aliás, há várias escolas em que os colegas já decidiram optar por esta acção - ficarão à porta da escola a manifestar publicamente a sua adesão à GREVE!

Enfim... liberdade total!

O Pré-aviso de greve entregue pelas 14 organizações sindicais subscritoras dá cobertura a faltas ao serviço - de qualquer tipo - por qualquer professor em greve.

Aproveitamos para esclarecer que:

1. Todos os professores, sócios ou não de qualquer sindicato, podem fazer greve.

2. Os professores contratados também podem, obviamente, fazer greve.

3. Os membros dos órgãos de gestão podem fazer greve. Porque ainda são Professores! E claro que têm as mesmas opções, acima referidas, dos restantes colegas. Isto é, não estão obrigados a garantir qualquer tipo de serviço, pelo motivo expresso no ponto 8 abaixo!

4. Nenhum professor pode ser obrigado a declarar com antecedência se fará ou não greve. Poderá aderir, simplesmente não comparecendo ao serviço no próprio dia.

A suposta necessidade de deixar um plano de aula, não passa, para este efeito de uma verdadeira anedota! A exigência de tal plano seria, aliás, uma grosseira violação da lei, pois seria uma forma indirecta de tentar fazer um levantamento prévio da adesão à greve, algo não permitido pelo Código do Trabalho.

5. Assim, também é absolutamente ilegal a divulgação de listas de docentes que adiram (ou que não adiram) à greve.

6. É igualmente ilegal a substituição de qualquer trabalhador em greve por outro que nesse dia não adira à greve.
No entanto, Professor que no seu horário tenha substituições, deve (se não aderir à Greve) efectuar o seu trabalho!

7. Não pode ser anotada no Registo Biográfico dos docentes qualquer referência à sua adesão à greve. Da mesma forma, no próprio dia não pode ser registado no Livro de Ponto qualquer referência à adesão à greve. Deve apenas ser assinalada ausência ao serviço, independentemente do motivo da mesma.

8. De acordo com o disposto no Código de Trabalho e demais legislação referente ao direito à greve, não há lugar ao estabelecimento de serviços mínimos na educação.

9. Se o ME ousar marcar falta injustificada ou levantar algum procedimento disciplinar a algum professor / órgão de gestão, os serviços jurídicos do SPN apoiarão todos os professores, sindicalizados ou não, até à reposição da legalidade da situação.

Por esta razão, nos dias 17 e 18 de Outubro estão cobertas pelo Pré-Aviso de Greve entregue todas as actividades docentes.

Orientação diferente desta será ilegal, pelo que, a surgir, terá a necessária contestação jurídica e/ou judicial.

O SPN solicita, ainda, aos colegas dos Conselhos Executivos que nos informem de qualquer pressão que seja exercida sobre os órgãos de gestão, no sentido de serem cometidas ilegalidades nesse dia, para que possamos ter a devida intervenção.

Com os melhores cumprimentos

  • A Direcção do SPN
  • Mais informação aqui

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    sábado, outubro 14, 2006

    Afinal, não sou apenas eu a única infeliz e violentada...

    É crime ser professora?

    Abracei a minha profissão, entendo agora, com exacerbado amor, carinho e dedicação. Hoje, estou desiludida e farta deste país que nada me dá em troca.

    Vou fazer 50 anos, e durante todos estes anos tenho-me deslocado com os meus filhos às costas, para poder ajudar a dar uma vida digna aos meus e aos filhos dos outros. Como prémio pela minha dedicação, nunca tive possibilidade de gozar as minhas férias como qualquer funcionário o faz, com a tranquilidade que me permitisse “descansar” – onde será que vou parar no próximo ano?

    Uma vida inteira a aguardar com impaciência, sofrimento, angústia e nervosismo a minha sentença (colocação).
    O ambiente familiar sempre dependente da sentença que me seria imputada pelos meus crimes.
    Passados 27 anos, a minha angústia transformou-se no pior dos pesadelos. A sentença está ditada e a pena pelos meus crimes (a minha culpa) foi o desterro a cento e muito quilómetros durante 3 anos, sem poder apelar a qualquer instância. E 100 quilómetros de estrada em Lisboa não são 100 quilómetros
    de estrada em Bragança...

    De que me acusam?

    É crime ser professora do 1º Ciclo e ter 26 anos de serviço? É crime ter ajudado centenas de crianças a transformarem-se em cidadãos de corpo inteiro, letrados e responsáveis? É crime ser velha?
    De que me acusam, sem sequer me ouvirem? Quero ajuda psicológica, já!

    Será que me condenaram por ser professora do 1º Ciclo, uma das que nada faz, que ganha bem e está de férias todo o ano? As centenas de alunos que sempre amei e amo poderão responder por mim. Se é por sermos “todos” uns vadios e uns parasitas, por que é que os pais (eu também sou) continuam a enviar os filhos para as mãos destes parasitas como eu?

    Será que o juiz que me condenou e lavrou em acta a sentença sabe quantas cabeças cheias de piolhos eu lavei? Quantos quilómetros de unhas sujas e imundas cortei... Quantos livros para os alunos comprei do meu bolso... Quantos lápis, quantas borrachas, quantas canetas... Quantos alunos levei ao médico no meu carro e voltei a levar à aldeia fora de horas, sempre fora de horas?

    Eu não fui só professora. Fui médica, enfermeira, conselheira, amiga, jardineira de espaços degradados.
    Fui palhaço, fui técnica de informática, por vezes... Muitas vezes, mãe e confidente dos meus alunos. Nunca pedi a ninguém que me desse formação sobre aquilo que eu implicitamente sabia que devia fazer.

    Estou destroçada, um farrapo humano. Estou indignada com este país, ao qual tenho dado todo o meu esforço, toda a minha capacidade de trabalho, todo o meu voluntarismo, toda a minha dedicação.
    Estou cansada de fazer sofrer a minha família, ano após ano, de a ter abandonado quando mais precisaram de mim. Estou farta de, ao contrário das famílias que não sabem o que hão-de fazer aos filhos nas pausas lectivas, eu não saber o que hei-de fazer durante os espaços lectivos.

    Estou farta de andar a reboque das vontades políticas e de ser carneirinho obediente.
    Estou farta de pagar as crises para que não contribuí.
    Estou farta de ser humilhada na comunicação social e pelos mandantes deste país.


    Em todas as profissões há maus e bons profissionais. Mas qual é o prémio por tentar ser boa? O desterro!... Com que forças, com que motivação vou enfrentar os meus alunos, se estou doente, triste, amargurada e desiludida com tudo e com todos?
    Acabaram todas as minhas ilusões. Eu não sou ninguém – sou um farrapo que tem de pagar as crises que os outros criam e fazem.
    Votamos em quem? Nos que nos pisam, aniquilam, humilham, matam... Vós não sois nada... Nada!
    Peço uma explicação, uma justificação para o pesadelo que estou a viver, eu e a minha família. Quero acordar um dia e ver que o sol brilha também para mim, que voltei a ser um ser respeitado e com direitos e que valeu a pena ter dedicado uma vida à minha profissão.

    Eu não sou uma criminosa.
    Sou professora do 1º Ciclo!

    Maria Eugénia Rodrigues
    de Sampaio e Melo,
    sócia do SPN nº 17.726

    (este texto pode ser lido na página 23 ; o sublinhado é de minha autoria e responsabilidade )


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    quinta-feira, outubro 12, 2006

    pedras que falam...

    Lá por Miranda do Douro...



    foto rodada:


    fotos daqui ...

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    domingo, outubro 08, 2006

    dia do animal...

    No dia do animal
    ruge a fera
    que fizeram nascer
    que alimentam
    que obrigam a crescer
    dia-a-dia
    dentro de mim...

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    gota ineficaz ...está mais que provado!!

    A ESCOLA
    sozinha
    jamais modificará sociedades
    jamais "salvará" um país...

    A pedagogia do sucesso
    assenta apenas
    nos pilares seguros
    sólidos e firmes
    de uma comunidade feliz
    EQUILIBRADA
    com a vidinha organizada
    devidamente estruturada
    com disponibilidades
    para participar
    para colaborar
    para se "dar"
    para AMAR os seus filhos
    o país e o mundo...

    a ESCOLA isolada
    é apenas uma insignificante gotinha
    dispersa
    ineficaz
    para saciar as diferentes sedes
    de qualquer sociedade.

    Os culpados existem
    e são vivos
    actuais
    reais de carne e osso
    mas como não conseguem equacionar esta verdade
    ( porque também são maus na matemática)
    optam por fazer dos professores
    os seus bodes expiatórios...

    E o rebanho de "cegos", aumenta...
    ( e ainda a procissão vai no adro...)


    Porra
    a minha profissão violenta-me
    em cada dia
    em cada ano que passa!

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    quinta-feira, outubro 05, 2006

    passando a palavra... :)

    Lista de novos vírus na net:

    Vírus Mónica Lewinsky - Chupa toda a memória do seu computador.

    Vírus Viagra - Transforma o seu floppy disk num hard disk.

    Vírus Woody Allen - Ignora a Motherboard e passa a interagir com a Daughterboard.

    Vírus Carlos Cruz - Só ataca ficheiros de pequena dimensão.

    Vírus BiBi - Muito perigoso, ataca os seus ficheiros de pequena dimensão e através do Outlook fornece-os a outros utilizadores.

    Vírus X-Files - Todos os seus ícones começam a ganhar formas estranhas.

    Vírus Bárbara Guimarães - Não tem nenhuma função conhecida, mas fica bem no Desktop.

    Vírus Ronald Reagan - Guarda todos os seus dados, mas depois esquece onde os guardou.

    Vírus Tallon - O seu disco de 60 GB encolhe rapidamente para 40 GB, e depois muito lentamente expande para os 120 GB.

    Vírus Guterres - É totalmente inócuo mas provoca lentidão no sistema e ineficácia, porque o ambiente onde actua consome demasiados recursos.

    Vírus Durão - Pode ser perigosíssimo. Não se sabe o que faz, onde está ou sequer se existe.

    Vírus Santana Lopes - Inconstante, salta dum lado para outro, permanece pouco tempo no sistema e quando sai deixa tudo esburacado.

    Vírus Cavacus - A mais recente invasão nacional... Instala-se no sistema para melhor o controlar.


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    domingo, outubro 01, 2006

    porque a Matemática está presente em TUDO na vida...

    Enfim, um louvor à Matemática, aos professores e às novas pedagogias. Isto tudo, é claro, sem menosprezar... as estratégias e as "ferramentas" do "material" pedagógico...

    A minha vénia a maria_árvore pela delícia de texto :

    Pedagógico

    Ele não gastava o seu tempo a fazer dinheiro mas a criar materiais de apoio escolar para os seus alunos, em suporte de papel e numa catrefada de power point's. Gastava os intervalos a esclarecer dúvidas e a inteirar-se dos sentires daquela população.

    Era tão empenhado na sua profissão que até quando espairecíamos despidos da cultura das roupas fazia questão de se encavalitar em perfeitas figuras geométricas e de garantir um perfeito ângulo de 45 graus para aquilo que se convencionou chamar imperial de joelhos. E traçava primorosas circunferências com a ponta da língua em tudo o que em mim se assemelhasse a bicos de lápis.

    Fosse em casa, no restaurante ou na esplanada do café, teimava em dar -me explicações detalhadas das suas actividades para valorizar o ensino da matemática e motivar os estudantes para a matéria.

    Foi por isso que com ele partilhei a minha recordação de um professor de matemática que de mão enterrada no bolso nos repetia que nos agarrássemos à matéria, pelo que em honra dessa imagem guardada alvitrei que o maior incentivo que me podia dar era usar mais comigo o material pedagógico para eu absorver os conteúdos.

    assinado: maria_árvore


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