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sábado, setembro 30, 2006

joalharia fina...


o meu anel e brincos novos...

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quinta-feira, setembro 28, 2006

:) simplesmente... eficaz...


refiro-me... à barba de dois dias... claro!!!

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: ) mereceste...


"home" triângular para o meu Bartolo...
( com direito a relvado privado...)

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para os ateus :)


passarei a usar lingerie igual...

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terça-feira, setembro 26, 2006

O actual "A", "E". "I", "O", "U"....

Para quem acredita que a "escolinha" é o "ler", "escrever" e "contar" ou imagina que a escola é uma brincadeirinha pegada e que os professores do 1º Ciclo passam a vidinha a "brincar", fica aqui a informação

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sexta-feira, setembro 22, 2006

por vezes fica assim


por vezes fica assim...

ou assim:



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quinta-feira, setembro 21, 2006

o meu barco...


foste o cais seguro
algures
onde o meu barco
não sentiu amarras…

foto da CATEDRAL

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domingo, setembro 17, 2006

acontece.... :)


Deixa-me rir
um pouco
enquanto a reforma não chê-ê-êga...


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quinta-feira, setembro 14, 2006

o meu lugar...


GEOGRAFIA

Do meu lugar não há registos
nem mapas
nem retratos.

Para falar dele terei de mencionar
um raio de sol manso
a nascer na transversal
das tábuas do soalho.

O meu lugar é a pura geografia.
Sem o sítio.
Mais o sítio.
Continente doce onde se inscreve
o pão de cada dia
e a mecânica dos ossos a ranger.

No meu lugar
a Primavera nasce
suave e rumorosa
suspensa sobre pétalas de luz.
Cada pequeno animal
sai da pedra que o protege
e corre pelo seu mundo que é também o meu mundo
e leva os meus olhos
e regressa com perguntas.

O meu lugar existe
porque existe uma andorinha a dançar
em seu redor
e tudo se torna verde e depois maduro
e há um sumo de laranja
que escorre dos lábios por volta do meio-dia.

No meu lugar há círculos abertos
e todas as poções intentam misturar-se
para que a voz do coração se torne
num ofício de ventos e de cravos.

O meu lugar
é tão belo.

É tão belo
e tão breve
o meu lugar.

José Fanha

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segunda-feira, setembro 11, 2006

o DESGASTE do professor

A leitura que efectuei aqui, motivou-me para a escrita de algumas considerações ( não exaustivas ) a propósito do tema:

DESGASTE do professor do 1º ciclo

Antes de mais nada, compenetrem-se de que leccionar no 1.º Ciclo do Ensino Básico é estar sujeito ao exercício aliciante de uma profissão, fundamentalmente essencial e estruturante, sem deixar de ser, quer queiram quer não, altamente desgastante, de elevado risco e de remuneração simbólica.

Não tem nada que ver com as atribuições dos bombeiros, mineiros ou de outros profissionais, igualmente sujeitos a certo tipo de “torturas laborais”, mas, tal como eles, os professores estão também sujeitos aos arbítrios e subjectividades de certos aprendizes de “opinion makers”, por força de um conjunto de razões, das quais sublinho as seguintes: ignorância; maledicência; diletantismo de algibeira; “estupidez natural” e primarismo.

Concretamente, os professores do 1.º Ciclo do Ensino Básico, têm vindo a ser confrontados, gradualmente, com imposições desgastantes, contraproducentes e redutoras, na medida em que têm visado apenas agradar aos pais (seres votantes desta nossa politicazinha de trazer por casa), independentemente do seu alcance pedagógico ou até didáctico...

Estarão todos conscientes de que cada escola acaba por ser a estação terminal onde desembocam todos os problemas sociais de todos os lares que fornecem meninos a essa mesma escola?
Dentro da sua sala de aula, e durante cerca de 5/6 horas diárias, o docente tem de colaborar na gestão dessas maleitas sociais que cada aluno é portador, amparando a criança, mas não podendo distanciar-se das programações, sobre as quais tem de prestar contas perante os pais e conselhos escolares.

Ao professor exige-se então o cumprimento do Programa Nacional, mais a leccionação de toda uma série de áreas disciplinares e não disciplinares e ainda o acompanhamento, para lá do horário lectivo das crianças, como se aquele fosse “pau para toda a colher”. Atentem só: enquanto os pais acompanham (deveriam acompanhar) os filhos desde o berço até à idade adulta ( mais ou menos durante vinte anos), aos professores exige-se que acompanhem as crianças , em turmas dramaticamente heterogéneas, mas sempre entre os cinco e os nove anos de idade (idades demasiadamente precoces nalguns casos, para cumprirem o 1.º Ciclo, digo eu), repetidamente ao longo de trinta anos de serviço – agora o Eng.º Sócrates estendeu para quarenta anos (?!!!!!!!!) --, o que só pode ser uma tarefa incomensuravelmente demolidora, corrosiva e aniquilante.

Ao longo da carreira, o professor vai envelhecendo, isto é, vai-se distanciando progressivamente da faixa etária fixa dos seus alunos.
Fazendo as “contas” por aproximação, o tal professor do 1º Ciclo, ao longo da sua carreira, de acordo com a legislação vigente, contactará com cerca de 25 x 40 = 1000 ( um milhar) de alunos. Isto se atribuirmos aos factores, respectivamente, o nº médio de alunos por sala e os anos de serviço do docente.

Alguém é pai , mãe ou avó de meninos durante quarenta anos, como se tivessem parado na faixa etária 5-9 anos??? Alguém tem cerca de 1000 filhos ou netos PERMANENTEMENTE entre os 5 e os 9 anos de idade??

O professor de 1º Ciclo contacta sempre com criancinhas na mesma faixa etária ao longo de mais de trinta anos.

Os pais, pela parte que lhes toca (?!) só se encontram com os filhos durante escassos lapsos de tempo, ao longo da rota do sol.
No regime de monodocência ( professor único) vigente, o professor está 5/6 horas por dia na companhia dos vossos filhos e netos, portanto , o professor ultrapassa em muito, o tempo de contacto com os vossos filhos.

Ainda mais: Por que razão se constituem turmas com um número de alunos superior ao legalmente previsto?
No chamado sistema de fase única, quem fica beneficiado com turmas que englobam vários anos de escolaridade??

Sendo praticado o ensino inclusivo, a generalidade dessas turmas engloba crianças com problemas vários, quer a nível mental, quer a nível cognitivo ou mesmo físico, exigindo do professor um acompanhamento individual, específico e afectuoso. Nestes últimos anos, os apoios do Ensino Especial, cada vez são mais reduzidos em horas semanais.

Tendo em conta que em cada ano de escolaridade há sempre os subgrupos, então essa heterogeneidade, obriga que o professor ponha na prática a dinâmica de trabalho de grupo.
O perfil psicológico da criança entre os 5-9 anos aponta ainda para a fase de egocentrismo ( considera-se ainda o centro do mundo) sendo a chamada “fase do grupo” uma característica da adolescência.
Como gerir então esta multiplicidade de actividades em simultâneo com competência, eficácia e afecto que todas as crianças nos suscitam e têm direito??!!!

A quem serve a estratégia obtusa e contraditória dos prolongamentos ao fim do dia, quando professores e alunos já sentem esgotadas as suas capacidades de atenção e concentração, onde os trabalhos de casa são efectuados na escola, logo a seguir às aulas, beneficiando apenas de um intervalinho de 15 minutos???!!!!
Serão por acaso as crianças semelhantes a chouriços, podendo ser enchidos sob pressão e atados no final com um nozinho???!!!

Os professores dos outros Ciclos, com a progressão na idade e carreira, vão reduzindo o seu horário semanal. O professor do 1º Ciclo, devido ao tal sistema de monodocência, mantém a sua carga horária semanal durante todo o seu percurso na docência. Pior ainda: agora vê-a aumentada.

No último ano lectivo, eu, com 52 anos de idade e cerca de 30 de serviço,em vez de ver reduzida, vi AUMENTADA a minha carga horária semanal na presença de alunos. Duas vezes por semana, após 5 horas de actividade árdua, gerindo uma turma com 8 alunos de 3ºAno e nove de 4ºAno, sendo um deles com NNE ( necessidades educativas especiais) fui confrontada com a obrigatoridade de continuar a dinamizar actividades de prolongamento escolar junto de cerca de uma dúzia de meninos do Jardim Escola + cerca de meia dúzia de 1º ciclo de diferentes anos de escolaridade.
Alguém se importou se eu saía da escola, na vertical ou de rastos ???!!!
Enquanto ISSO me acontecia, as amas (pagas pelos pais) folgavam, e as avozinhas, idem, idem...
Se a sociedade quer ou precisa que a escola seja o depósito diurno de crianças, então quem de direito, tem de criar condições, espaços e pessoal competente para ocupar as crianças nesses tempos. Porque impõem como mais uma sobrecarga na já tão sobrecarregada carga do professor do 1º Ciclo??!!!

Hoje em dia, os professores do 1.º Ciclo são já licenciados, não compreendendo eu a razão pela qual continuam a ser tratados como mentecaptos, desprezíveis e “primários” pela tutela, pela população e pelo sistema educativo nacional.

Porquê continuar a desvalorizar e incompreender, o trabalho que é basilar a qualquer sociedade, exercido com dignidade pelo professor do 1º Ciclo??!!

Felizmente que vai havendo raras, mas honrosas excepções.

Mas o DESGASTE é real e progressivo. Sentido com maior ou menor intensidade, compreendido ou menosprezado pela população em geral, os professores não lhe conseguem escapar…

Setembro de 2006


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domingo, setembro 10, 2006

haja paciência!!!

É deveras impressionante como a imagem do professor está cada vez mais a ser divulgada com características tão pouco dignificantes.

Ser professor, é uma das profissões em que, infelizmente, ainda se trabalha " sem horário". Porquê continuar a identificar o horário laboral do professor apenas com o tempo em que está na presença de alunos??!!
Só pode ser por dois motivos: por desconhecimento da realidade ou por maldade.

A minha profissão acompanha-me sempre. Ao fechar a porta da escola, não a deixo do lado de dentro. Ela acompanha-me e prolonga-se nas correcções que trago para fazer em casa, nas programações individuais e de anos, nas pesquisas que tenho de efectuar, nas avaliações escritas, e, nalguns dias, ainda acrescem as horas dispensadas nas formações obrigatórias ou facultativas que vou fazendo ao longo do ano escolar.

De certo modo, o trabalho de professor pode ser comparado ao de cozinheiro: longas horas são dispensadas na preparação e confecção de uma refeição, que poderá ser consumada em menos de uma hora...

Quisera eu ter um horário de apenas 8 horas diárias, rodar a chave e apenas voltar a ser confrontada com a minha profissão no dia seguinte!

Como professora do 1º ciclo, se estou cinco ou seis horas diárias com crianças, estou “n” horas não contabilizadas pela população em geral, mas que são horas reais ocupadas na profissão com a mesma dedicação e empenho. Parte desse tempo disponibilizado fora do edifício escolar não é remunerado e gratificações denominadas por "horas extraordinárias" também não há. Convém referir que essa actividade feita fora do edifício escolar, acontece assim, porque dentro dele não há condições. Não há gabinetes para os professores trabalharem com o sossego e concentração que certas actividades mentais requerem.

Qual é a vantagem em denegrir a imagem do professor do 1º ciclo??!!!
Quem é que a cria e promove??!!
A quem é que isso aproveita??!!!

Haja paciência para encarar tudo isto, mas começa a ser difícil, ao fim de mais de trinta anos do mesmo…


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saudade, coisa terrrível...


Exausta, tardiamente, deixava-me cair de lado, na cama.

Os teus braços abriam-se sempre e encontravam-me. Com gesto calculado e mil vezes repetido, eu recuava e encaixava direitinha no teu corpo.

O côncavo e o convexo, encaixam sempre.

Geralmente comentavas ralhando: “porque demoraste tanto??!!!” ou “que estiveste a fazer até agora?!” ou ainda: “ai, estás tão gelada!!!”
Muitas vezes não respondia. Outras, retribuindo a ironia, dizia:
- Bem sabes que estive a namorar o vizinho…
- Qual deles?!
- O... filho, claro!!
Sabias de sobra que apenas tinha olhos para ti, mas fingindo ciúmes infundados, cravavas as unhas na minha nádega nua, tipo punição com garra, até eu gritar um “aiiii, pááára!”. Na sequência, aconchegavas-te e enroscávamo-nos mais…

Raramente usávamos a parte de baixo dos pijamas. Então, por trás, encaixavas entre as minhas coxas, a perna esquerda dobrada, ficando o teu joelho a partilhar o calor e a humidade, exercendo ligeira mas agradável pressão, sobre o meu sexo.
A mão esquerda, primeiro arrumava o meu cabelo, afastando-o do teu nariz. Depois, em breve carícia deslizante sobre o meu tronco, geralmente repousava ao nível do baixo-ventre. O meu braço prendia o teu e as mãos entrelaçavam-se.

Sensação quente e doce, invadia-me rápida e completamente. Num ápice, os ritmos respiratórios sincronizavam-se.

Éramos um só corpo. Sentia paz e sem saber como… já dormia…

Agosto / 2006



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sexta-feira, setembro 08, 2006

ponte


Prazer

Teu corpo
é ponte
que me separa
que me liga
entre momentos
de prazer sublime
fluente
puro

Papoila_Rubra
07 / 09/ 2006

foto daqui


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segunda-feira, setembro 04, 2006

correntes...


REENCONTRO


Na tua presença
As minhas pernas tremem sempre

O teu olhar
cúmplice e direccionado
continua a ruborizar-me

A tua voz
grossa, quente, vibrante
provoca a mesma arritmia

As tuas meias palavras
complementadas com aquele sorriso
confundem os meus neurónios

O toque das tuas mãos
como descarga eléctrica
estremece todo o meu corpo

O teu aroma nicótico
embriaga-me
e todo o mundo gira à minha volta

A tua proximidade
baralha os meus sentidos
enevoa a minha mente
descontrola o meu radar

Sinto-me frágil
Rendo-me

Suspendo-me no teu abraço
Escondo o rosto no teu peito
e o tempo pára

Eu sei
tudo isto acontece
porque és uma página virada
mas que ainda
me perturba demais…

Papoila_Rubra
02 /09/ 2006
foto daqui

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