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sábado, abril 29, 2006

o beijo... os sentidos em FESTA..




foto
discretamente
roubada
na
CATEDRAL








...........................................

MUITO MAIS QUE UM MOMENTO...

Cheguei de mansinho...

Mantém-te sentado
mas de olhos fechados...

Deixa que te ate
as mãos atrás das costas
Sente-te prisioneiro
de ti mesmo...
Mas
abandona-te
de corpo inteiro
ao meu desejo...


Sente a minha presença
a minha boca
o meu beijo...

Sente no teu rosto
a flor que te acaricia
suave e perfumadamente...

Deixa que o meu dedo
delineie cada milímetro
dos teus lábios...

Deixa que sinta a tua barba
picotando todo o meu rosto...
o meu pescoço
os meus ombros…

Deixa chupar cada lábio
à vez
como ventosa
com ruído e gulodice...
Quero que fiquemos com marcas...
chupões arroxeados...

Deixa lamber esse teu queixo
sugando-o deliciada
ensalivando-o na minha boca
deslizando-o sob os meus lábios
brincando com a língua
degustando nela o picar feroz
de cada pêlo em crescimento...

Deixa entrar nessa tua boca
Sentir a sua textura
O seu calor
O seu sabor….
Ora suavemente
Ora com sofreguidão…

Deixa cobrir-te de beijos
Escalando o nariz
Pousando suavemente nos olhos
Esquiando nas orelhas e cabelo…

Deixa que o meu beijo
Ponha todos os sentidos
Em FESTA

Quero que o meu beijo
Fique entranhado em ti…
Fazendo parte da memória
Das células da tua pele e mente

Permaneço em ti
Trazendo-te comigo...

Desprendo-te as mãos...
beijo-as...
Beijo-te a testa ...

Saio de mansinho...

Já podes abrir os olhos!!!


Papoila_Rubra
29/04/2006

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sexta-feira, abril 28, 2006

ânsias de infinito...


Esta noite
que teima em não passar depressa
incita-me
a uma embriaguês
de INFINITO

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quinta-feira, abril 27, 2006

a mesa está posta....


a mesa está posta...
.....
para sobremesa
também há morangos e bombons
estrategicamente colocados
à espera
de serem descobertos...

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tornados...

tornados luxuriantes
não me amedrontam :)

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quarta-feira, abril 26, 2006

nossas estrelas, distanciam-se...

















....
A minha estrela
distancia-se da tua...

...
Aqui permanecerei
no meu azimute
apenas contemplando
a natural expansão
do UNIVERSO..
....
Mesmo no vácuo cósmico
uma certa brisa
segredar-te-á

SEMPRE
aquele beijo
apenas teu

para sempre...
...
Papoila_Rubra
24/04/2006

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terça-feira, abril 25, 2006

Hoje apetece-me....



HOJE
quero encher de mimos
cada homem

cada mulher
dos que lembram o ABRIL
que se quer VIVO…

Pousa a cabeça no meu colo
deixa que te acaricie o cabelo
deixa encher-te de beijos
deixa que te segrede
que a esperança ainda não morreu
e que os nossos corações
continuam a bater… FORTE!!

Sente o meu
porque eu
eu SINTO o TEU…


Papoila_Rubra
Maia, 25 de Abril de 2006

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PORQUE É ABRIL !!

Ajudei a semear Abril
uma apenas entre os demais…

Ajudei a cantar Abril
uma apenas entre os demais…

Ajudo a recordar Abril
uma apenas entre os demais….
. ..
Mas
vivendo Abril
TODOS juntos
não somos demais!!


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semeando Abril


Muitos anos volvidos, relembro como se fosse hoje…
Em vésperas de comícios, eleições ou outros eventos eu e o meu namorado, de noite, percorríamos parte da ilha… Ele conduzia e eu espalhava os panfletos…
- Aqui é um BOM LUGAR…- dizia-me ele..- deita só alguns…temos de os poupar

Por vezes ele abrandava a marcha e fugidiamente eu apeava-me para procurar uma pedra que prendesse do vento uma meia dúzia de papeis , junto de um fontanário ou entrada de um Largo…
- Foge, vem um carro! -avisava-me ele por vezes, sempre muito atento.

Sabiamos que havia "piquetes de ronda" dos "outros", e... ser esperto...era fazer o serviço sem se deixar apanhar...

No silêncio das montanhas adormecidas, estávamos nós acordados. Enquanto o quatro rodas vencia os quilómetros que uniam/separavam as povoações, nós cantávamos as canções de Abril que o meu namorado gravava em cassetes. Os cantores dessa época também eram nossos cúmplices e acompanhavam-nos sempre nas nossas digressões nocturnas. Assim afugentavamos o sono e divertiamo-nos imenso com os nossos treinos vocais...

Ainda sinto no rosto a brisa nocturna para quem eu sorria… Com o vidro aberto, escancarava a boca a tentar morder o vento que me atingia… sempre gostei de vento e das suas carícias…enfim, prazeres….

No final, tarefa cumprida e regressados à cidade, vinha o melhor. Geralmente não íamos para casa… Eu ficava atrapalhada sem saber se deveria dar as “boas noites” ou os “bons dias” aos vizinhos madrugadores, sempre interessados em cuscar a hora a que eu entrava em casa… Então optavamos por ficar no carro. Escolhíamos um local central e bem iluminado. Depois das portas travadas, ele dava-me colinho…reclinava um pouco o assento e dormíamos assim abraçados até que o sol nos fustigasse e lembrasse que outro dia de trabalho estava a começar…

Recordo com muita saudade e orgulho os tempos da minha juventude em que também semeava ABRIL…


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segunda-feira, abril 24, 2006

Também levei porrada...


Também levei porrada…

Não tinha experiência na tarefa, mas, nessa noite, também integrei a equipe de colagem de cartazes na cidade.

O percurso era feito a pé. Carregávamos os baldes da cola, os cartazes, os pincéis, um escadote e uma espécie de vassoura/espanador, de cabo comprido, para alisar as partes altas depois de coladas.

A colagem desordenada de cartazes havia sido proibida. Em sítios considerados estratégicos, plantaram placares. O espaço era pouco. Por vezes insuficiente para as organizações que se quisessem fazer representar. As disputas e confrontos eram frequentes. Sabíamos da existência de piquetes de vigilância.

Chegados ao placar, preparávamo-nos para iniciar a tarefa. Inesperadamente uma carrinha de caixa aberta, abeirou-se e parou.
-Fujam­! - disse o responsável pelo nosso grupo.

Num piscar de olhos, um bando de raivosos saltou e estavam junto de nós. De “nós” pensava eu… Na verdade estava sozinha face ao “inimigo”…
Vaporizaram os meus olhos com um spray que cheirava a alho e fazia uma ardência tremenda. Senti duas pauladas enquanto uma voz de homem “castigadora” dizia:
-Toma! Com que então a estragar os nossos cartazes???!!!
- É mentira! Nada fizemos… acabamos de chegar…
- Cala-te! Estão umas pontinhas levantadas!...- palavras ditas e senti nova pancada nas minhas pernas…
- Ó palermas, na rapariga, não!! Vamos aos rapazes!!! - fez-se ouvir a voz de comando da equipe invasora.

Treparam novamente para a carrinha de caixa aberta, e foram-se.
Entretanto, como se “distraíram” comigo, os meus amigos tiveram tempo de fugir…
Optei por me sentar no chão, pois nada via para me conseguir deslocar.

Novo carro parou. Comecei a ficar assustada.
- Está bem ??!!! – perguntou-me outra voz de homem.
A custo e com a ajuda dos dedos, abri as pálpebras numa tentativa desesperada de ver quem estava junto de mim. Era um agente da Brigada. Um dos fugitivos do meu grupo lembrou-se de se dirigir à PSP que ficava próxima, pedindo auxílio.
- Não consigo ver nada!...- queixei-me eu .
Encaminharam-me para o carro e levaram-me para a Polícia onde apresentei queixa das agressões sofridas. Depois levaram-me ao Hospital para tratar dos olhos. Fiquei com um vergão num braço e dois bem largos na barriga das pernas.

Havia sido consumada mais uma injustiça praticada pelos caciques da região… Era prática corrente e ficavam sempre impunes.

Os materiais abandonados foram recolhidos posteriormente.

Tive uma noite insólita, senti-me injustiçada, mas ao mesmo tempo feliz. Involuntariamente tinha contribuído para que os meus amigos ficassem a salvo de pancadas brutas e selvagens.

Das minhas nódoas negras, pouco há a dizer. Milagrosa pomadinha eliminou-as em poucos dias… Ficou apenas a LIÇÃO gravada na memória da minha pele e mente…

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...porque ninguém mais fecha as portas que ABRIL abriu!!!








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Lembrando ABRIL







Os meus agradecimentos a TÓ COLANTE.

ALguns autocolantes iguais a estes, passaram-me pelas mãos...
Recordo-os emocionada

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domingo, abril 23, 2006

muito mais do que flores...



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um cravo
e
uma papoila
******************************
RUBROS

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sábado, abril 22, 2006

sonho (con)sentido


À hora combinada, soou a senha, sob a forma de pancadinhas. Pela porta do quarto do hotel, ligeiramente entreaberta, ela fez passar uma écharpe que prontamente foi recolhida por uma mão de homem. Calmamente, Ivone pegou noutra igual e vendou os seus olhos. Estavam a fazer tudo conforme o combinado.

- Já posso entrar? Perguntou ela em tom baixo.
Como resposta, a porta abriu-se. Ela entrou e Duarte fechou-a com segurança.

Finalmente, o ENCONTRO tantas vezes adiado!!!

Estavam frente a frente, mas, não se viam. Tinham combinado conhecerem-se apenas com os olhos do sentir, como se de invisuais se tratasse. Ivone estendeu a mão tacteando o ar à procura do corpo de Duarte… Encontrou-o. Estavam agora tão próximos que as suas respirações ofegantes confundiam-se

Dizendo um olá cordial, abraçaram-se... O rosto de Ivone encaixou numa zona masculinamente aromatizada que identificou como sendo o peito.
- Uiiii…és realmente MUITO alto!...

Sentiu o afago de duas mãos quentes e carinhosas no seu rosto, mimando-o, como se quisesse adivinhar-lhe as feições. Então ela, elevando um pouco as mãos, partiu à descoberta daquele corpo desconhecido. Primeiro sentiu-lhe o picar da barba. Hummm… estava por desfazer como lhe pedira…

Ao seu comentário “hummm, pica bem…” ouviu um ligeiro riso um pouco sufocado. Com o indicador contornou-lhe os lábios e sentiu-o estremecer... Continuou esse contorno até sentir a humidade da boca entreaberta… Aproveitou para lhe medir a temperatura sendo o seu dedo lambido, beijado e sugado gulosamente. Agora humedecido, o dedo contornava melhor…deslizando sobre uma textura apetecida… De seguida, escalou o aprumado nariz, saltou a venda de seda e as suas mãos percorreram uma cabeleira farta mas curtinha. Na descida, ao contornar suavemente os lóbulos das orelhas, o percurso foi interrompido por duas mãos que seguraram as suas. Apertou-as e acariciou-as, de encontro ao rosto escaldante. Sentiu o seu queixo a ser erguido, a cabeça a ficar segura e mantida para trás, enquanto uns lábios pousavam nos seus. Um beijinho curto, seguido de outro e mais outros…Muitos e muitos mais se seguiram. Sentiu enorme vontade de rodear e pendurar-se naquele pescoço… porém não o fez… Optou por rapidamente atirar os sapatos trepando para a cama…

Agora também estava alta, até mais alta que ele… Aconchegou ternamente a cabeça de Duarte ao seu peito…
Tinham combinado não se verem , porém, no tocar, no sentir, não haveria limites!!...

Ela deixou-se acariciar pelas mãos carinhosas de Duarte que percorriam todo o seu corpo. Chagadas ao limite da saia, as mãos experientes, iniciaram a descoberta subterrânea… Acariciou-lhe as coxas, e as frias nádegas… suas mãos tinham-se tornado rápidas, impacientes… Ivone, emocionada apertava fortemente a cabeça de Duarte, contra o seu peito e afastara ligeiramente as pernas para manter o equilíbrio sobre o instável colchão… Sentiu então que a mão direita dele, aproveitando o espaço surgido, lhe acariciava o sexo afastando o pouco tecido que o cobria… os seus dedos desbravavam o desconhecido. As suas respirações aumentaram o ritmo… Um gemido não contido, fez-se ouvir …
- Gosto mais com o polegar, faz-me como eu gosto… isso... uiiii... é assim... aiii, forte agora…isso, isso.. assim,,,, veloz… não tenhas medo… não dói…. mais rápidooo!!!…
Uma musicalidade sobejamente conhecida dela, um chap, chap de humidade cada vez mais abundante, fazia-se ouvir… Deu conta que o abraçava cada vez mais forte…Que intenso momento aquele!... Sentiu que lhe encharcava a mão e que pelas suas coxas escorriam humidades…
- Fazes outra vez ?... - pediu ofegante….
- Faço querida, faço.. sim… hummm, eu faço, faço tudo o que quiseres… isso, isso, molha-me a mão, molha que eu gostoooo!….
O transbordar repetiu-se e repetiu-se…
- Ui.. agora, pára um pouco, estou sem ar… dá-me saliva…- pediu ela numa voz que se adivinhava feliz.
As bocas uniram-se nova e sofregamente. Gostoso e doce jacto de saliva entrou na boca ressequida…
- Finalmente estamos juntos… morria de desejo por este momento… segredava-lhe ela num sussurro, beijando-lhe o cabelo…

- trim...trim….trim…
- Oh, não!!... cachaticeee!!!... Oh, quero lá saber!!!! Que se lixe!!!!! Hoje falto à primeira hora!!!!

Ivone, desligou o despertador e virou-se para o outro lado… tornando a adormecer…
Estava esperançada que retomaria o sonho… Porém, para seu desencanto, tal não aconteceu…

De uma coisa ficara convencida: não poder ver para fora, possibilita VER MUITO MELHOR… para dentro!!!..
De olhos vendados, conseguiu interiorizar melhor, muitas sensações, redimensionando o seu corpo...
Pena não ter podido descobrir mais… :(
**********
Papoila_Rubra / Abril de 2006


******************
maria_árvore acrescentou:
Nada como ver em braille!...
Afinal quando os corpos se comunicam por cada poro,
todas as imagens dos olhos se diluem.
Até os polegares têm maior acuidade visual. ;)

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quinta-feira, abril 20, 2006

roubei por aí...

Subtil
INTENSO
cavalgada delirante...
porque... é da noite que nasce o dia... a LUZ!!!!


Porque escondes a noite no teu ventre?

Porque escondes a noite no teu ventre?
Nesse país de sombra onde se calam as palavras
Aí, no escuro lago onde estremece a flor da amendoeira
E onde vão morrer todos os cisnes
Eu desvendo a tua dor
O teu mistério de caminhares assim calada e triste
Quando viajo em ti com as mãos nuas e o coração louco
No mais fundo de ti, onde só tu existes.
.
Oh, eu percorro as tuas coxas devagar
Dobrando-as lentamente contra o peito
E penetro em delírio a tua noite
Esporeando éguas no teu sangue.
.
Mas... de onde me chegam estas palavras?

Joaquim Pessoa

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meus filhos


Meus filhos
minhas jóias a ouro bordadas

no aconchego
do meu peito

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fantasias...


Meu coração vagueia
ao sabor
das minhas fantasias

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quarta-feira, abril 19, 2006

mensagen secreta (??) :)

Alojado no meu coração, estarás sempre.
.
Jamais te deixaria com os pés de fora...
Cabes perfeitamente!!!!
.
Não precisas preocupar-te :)

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terça-feira, abril 18, 2006

violetas

Primavera
tempo de flores
tempo de doçuras
tempo de AMORES!!!
.
São Rosas não conseguiu calar:
Chega a Primavera, aumenta a vontade de... ihihihihihihih
.

IntimoSedutor acrescentou:

São nobres as palavras que descrevem
a vertente chegada da tão aura primavera,
enclausurada no desabrochar de uma flor
a doce espera de uma quimera
feita em vida e forma de mulher...



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segunda-feira, abril 17, 2006

as empatias, vão acontecendo....

No labirinto da blogosfera, cada vez consigo melhor,
escolher o meu caminho...
Um poema sentido, por mim interiorizado e que atravessou o Atlântico...
Minha vénia ao seu autor!


PURO EXTASE

Chega-te aqui pertinho de mim…
Hoje quero tudo muito diferente!

Toca a minha boca e sente
o gosto deste meu amor…
Degusta na minha língua
onde envolvo o teu sabor…

Livra-te dessas roupas
e vem
e entrega-te
à mais louca paixão!...

Minhas mãos querem-te…
Hoje, perdi a razão!...

Perco-me nessa tua liberdade
Sentindo a tua alma
de felina tão madura…
arranhas-me…
chamas-me…
mandas-me parar
mas eu sei
que o teu corpo
me quer sempre mais!...

Então, não hesites!
Mistura tuas fantasias
no universo das minhas…
e ama-me…
respira o meu ar
e o cheiro desta noite…

Na mistura de desejos
suor, devassidão,
não pares!...
Escuta a canção
que viaja ao teu ouvido
incendiando teu coração.

Minha agora, sei que és
e serás sempre
pois no meu infinito
o que bate latente
é esse amor tão quente
que nos une de repente
não deixando
que nenhum momento
seja finalmente
mas guardando cada instante
que se mostra presente.

E assim nossos corpos
unidos em gemido inconsequente
desprendem
através de insanos gritos
calor quente
uma nascente
que jorra para mim
tua água mormente
deixando no meu corpo
o teu orgasmo… por fim!...
INTIMOSEDUTOR
Nota: o texto original encontra-se em :
http://intimosedutor.blogspot.com/

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domingo, abril 16, 2006

o meu cabelo



O prazer
que
o cabelo






foto gentilmente roubada
na CATEDRAL


Ao longo da minha vida, poucas vezes cortei o cabelo, e quando o fiz, fiquei doente. Fiquei doente fisicamente mesmo.

Não sei viver sem o cabelo longo e uso-o solto, quase sempre.

Gosto do prazer
que o meu cabelo me dá.

Quando o vento nele sopra
como carícia de criança
como suave roçar de asas
ou talvez voz de homem
no ouvido segredada
em tom quente
imperceptível sussurro
mas muito malicioso
rouco
gostoso
ternurento
simplesmente, delicioso...
sorrio sozinha!...

Ui... causam-me arrepios
os meus cabelos
mas não são de frio
é puro prazer

que em mim sinto…


E também os causo em ti
quando uma madeixinha
marota e feita pluma
teu corpo nu percorre…
Todo ele estremece
e aos poucos se contorce…
Só páro quando acordas
e me sorris com um " olá"...
E me abraças
e te enroscas
na fome que de ti sinto
e que o teu belo corpo, me dá…

Papoila_Rubra
15/04/2006




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Contaram-me e eu... ACREDITEI!!!!

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Meias encharcadinhas


Era a segunda vez que se encontravam.

- Dás-me colinho ??
- Vem - disse ele sorrindo, fazendo recuar o assento de condutor, criando espaço face ao volante.
Prontamente ela rodou um pouco, e de joelhos no assento, deixou-se descair para os braços e pernas que a aguardavam. O seu rosto encaixava direitinho no peito dele, como ela tanto gostava…
- Adoro colinho de homem! É muito bom estar assim aconchegadinha em ti…
Ternamente ele acariciou-lhe os longos cabelos. Aproximou a boca beijando-lhe a testa, os olhos fechados, a pontinha do nariz… As bocas encontraram-se. Provaram-se. Saborearam-se. Testaram-se… A empatia mantinha-se. A mão direita dele percorreu-lhe o corpo, por cima da roupa, como se de uma segunda pele se tratasse. Por várias vezes ela estremeceu. Fora casada muitos anos com o mesmo homem, e embora já tivesse evoluído um pouco, a verdade é que, ao toque de um homem diferente, o seu corpo reagia com uma espécie de choque eléctrico, uma descarga misto de repulsa e surpresa… Ele apercebeu-se.
- Fica calma rapariguinha, não te faço mal…

Como resposta, ela ofereceu-lhe a boca que foi beijada intensamente. A sua mão esquerda começou então a passear-se pela camisa macia…Pela abertura do punho, desapertado e arregaçado, ela enfiou a mão, sentindo os pêlos do braço a ficarem eriçados… Suavemente, começou a acariciá-lo muito ao de leve, causando uma subtil fricção, apenas perceptível e manifestada na electricidade dos pêlos. Adorava causar aquele arrepio aos homens… Olharam-se e gargalharam com muita cumplicidade no olhar. Saindo do esconderijo, a mão continuou a desbravar muitos centímetros da camisa. Trepou braço acima, contornou o ombro… Involuntariamente fechara-se, dando lugar a uma carícia de traço fino, sinuosa, feita unicamente pelo indicador. Passada a zona dos primeiros botões desapertados, resolveu desbravar o que se escondia por baixo. Pelos espaços inter-botões, os seus quadro dedos juntinhos, cabiam perfeitamente. Entrou. Tal como suspeitara, ele era muito peludinho, mesmo ao gosto dela. Começou a desapertar-lhe os botões com certa ansiedade.
- Que loucura! Comentou ela entre dentes, esfregando gulosamente o rosto naquela macieza peluda…

Sentia a cabeça quente e certamente teria as faces rubras e escaldantes. Com os lábios começou a agarrar montinhos de pêlos e com a ajuda da língua, enrolava-os repuxado - os, em todo o comprimento, até se soltarem… Como tinha saudades dessa brincadeira!!! Ele observava-a com estranheza e prazer. Nunca ninguém lhe fizera aquilo!… Entretanto, a sua mão detivera-se no seio dela, segurando entre o indicador e polegar, o mamilo hirto.
Contemplava intrigado, a desconhecida que tinha nos braços. Por momentos, perderam-se ambos, algures num tempo de memórias esquecidas.

- Vamos para o meu escritório. Ficar aqui, é perigoso.
Com a anuência dela, compuseram as indumentárias, e com uma condução rápida e ansiosa, encaminharam-se para uma zona industrial da cidade. A carrinha entrou pelas traseiras do armazém, ficando em segurança. No acesso ao andar superior, ele retirou do congelador do mini frigorífico, uma garrafinha de vodka fresquíssimo.
Como foi agradável o primeiro gole! Estavam precisados de algo refrescante.

Uma vez no gabinete, não podiam esperar mais! Com rapidez despiram-se e os seus corpos entregaram-se com sofreguidão. Tinham necessidade um do outro, tinham necessidade de muito mais…
- Como preferes ??

Como resposta, ela afastou desordenadamente alguns papéis da comprida secretária. Sentou-se na beirinha e descaiu para trás. Ele entendeu, aproximou-se e afastou-lhe as pernas. Erguendo-as, colocou-as nos seus ombros. Os seus corpos ajustavam-se perfeitamente. Com movimentos bem rápidos, ele penetrou-a ficando muito entusiasmado com os seus gemidos de prazer. Entre um sorriso de delírio, o primeiro orgasmo dela aconteceu, escorrendo pelas pernas dele abaixo… Confirmava-se o entendimento entre ambos e ele queria dar-lhe MUITO mais prazer, saciando a sua saudade acumulada. Retomou o ritmo veloz e de novo, as suas pernas foram inundadas. Que mulher aquela que tanto transbordava!... Ajudou-a a erguer-se ficando frente a frente.

Numa dúvida infundada, ele perguntou-lhe:
- Estás a gostar??!!!! Eu avisei-te que era pessoa de bem, e que comigo, nada de mal te aconteceria…
Um pouco envergonhada pelos receios e insegurança demonstrados no primeiro encontro, ela escondeu o rosto no seu peito, abraçando-lhe o tronco. Segurando e erguendo-lhe o queixo, ele olhou-a bem nos olhos dizendo serenamente:
- Não precisas recear tanto os homens… como vês, não são assim tão maus!....- Selou as suas palavras com um prolongado beijo.
-Agora trocamos!

Saltou ela da secretária, sendo o seu lugar ocupado por ele. Com um impulso, subiu ela também. Olhou em redor. Como era giro ver o mobiliário de outra perspectiva!!! O seu olhar parou nos copinhos de vodka. Segurando num, pediu-lhe:
- Quero beber da tua boca…

Este sempre fora um prazer adiado… tinha de experimentar, queria muito experimentar!
Chegou-lhe o copo. Erguendo-se e apoiando o longo tronco sobre o cotovelo, ele meteu um gole na boca. Fizeram o transbordo. Que carícia óptima o jacto veloz a passar na língua!... Repetiram, repetiram, trocaram… Ele também ADOROU! A boca dela, querendo saborear outras texturas, começou a mordiscá-lo rapidamente o tronco, a puxar-lhe os pêlos do peito e dos sovacos, esticando-os bem esticadinhos com os lábios… Mordiscou-lhe os flancos até ele gritar! Com a boca cheia de vodka, pôs-se a gotejá-lo entre a barriga e os joelhos dele… Com calma premeditada, lambeu-o lentamente, recuperando o líquido, sentindo-lhe as contracções, escutando entusiasmada todos os seus ais e uis inevitáveis.
Retomada a erecção, ajudou-o no preservativo, saltando-lhe para cima, oferecendo o seu corpo às mãos sabedoras.
Ainda ofegantes, voltaram à posição inicial e pela terceira vez, de pé em frente dela, ele sentia as pernas molhadas…
- Onde o puseste ?? Quero o meu ajudante de campo!…

Com inigualável perícia de mestre, ele procedeu à penetração dupla com ajuda do vibrador. Os movimentos eram ritmados e sabiamente sincronizados pela sua barriga e pénis. Nunca sexo anal lhe dera tanto prazer, e novo orgasmo aconteceu… Ele estava deliciado com a resposta do corpo dela, assim frente a frente, avaliando a intensidade do seu prazer, desfrutando do seu sorriso e de toda a expressão do seu rosto…
Nova pausa, novo gole com sabor a boca, nova acalmia.

Ela sempre acreditara que o prazer tem diferentes patamares… e naquela noite, já tinha subido vários…
- É bom ver assim o teu rosto… parece iluminado!...
Ela sufocou-lhe o elogio enfiando-lhe a língua na boca…
A seu pedido, ele friccionou-lhe delicadamente o pescoço e os ombros, com o queixo, que picava muito, causando-lhe uma agradável ardência e rubor na pele… SEXO, É MESMO O CORPO INTEIRO - costumava dizer e confirmava uma vez mais… O CORPO DOS HOMENS É MESMO UMA FONTE INESGOTÁVEL DE PRAZERES…

Sem poder segurar mais, ele reclinou-a novamente. Colocou as pernas nos seus ombros e freneticamente começou a penetrá-la. Mas agora só pensava no seu prazer. Então, para sua surpresa, os soluços dela fizeram-se ouvir. Grossas lágrimas escorregavam-lhe para as orelhas.
- Onde queres??
- Na barriga… respondeu ela a soluçar.
Retirado o preservativo, generoso jacto, agradavelmente quente, espalhou-se na barriga. Sabendo que ela apreciava, massajou-a carinhosamente deixando as mãos deslizarem até o seu corpo escaldante ter evaporado toda a humidade.

Estavam calmos, felizes e fez-se silêncio. Ele ajudou-a a sentar-se e novamente os seus rostos ficaram frente a frente.
- Pregaste-me um susto! Porque começaste a chorar??!!!!
Ela abraçou-o e em tom de justificação, acrescentou:
- Desculpa, eu sou assim: quando me emociono demais, choro… Não fiques preocupado. Hoje conseguiste elevar-me ao cume da pirâmide do PRAZER… Estou-te muito grata… Foi MUITO BOM. Morria de saudades de tanta emoção junta…
Partilhando essa manifestação de prazer, ele lambeu-lhe o rosto, sorvendo os restos de humidade salgada junto dos olhos:
- Sabem bem. Também quero a minha parte!...
Ficaram por momentos, nova e fortemente abraçados.
- É tarde, preciso ir.

Era chegado o momento do balanço dos “estragos”.
- Olha-me isto!!!!… tenho as meias todas molhadas… - Lamentava-se ela fazendo descer as meias pelo joelho…
- Ah pois… e eu também não tenho ??!!! Olha para o chão… vê a mancha na alcatifa…
- ahahahahah Isto foi tudo meu ??!!! Bolas, andava mesmo com os tomatinhos cheios…
- não sei... meu, sei que não foi...

Gargalharam como criancinhas travessas. As meias foram postas a secar frente ao aparelho de ar condicionado. Era Março. As noites ainda eram frias e eles de modo algum queriam ficar doentes…

Meias encharcadinhas, mas, rostos felizes, em corpos saciados!...

Papoila_Rubra
Abril de 2006


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sábado, abril 15, 2006

Como maré benfazeja
a blogosfera, lentamente
vai devolvendo-me
os homens bonitos da minha geração.
Como estou deliciada!!

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sexta-feira, abril 14, 2006

uma nesga de céu...

por vezes fica assim...


foto roubada
com gentileza em
CATEDRAL

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quarta-feira, abril 12, 2006

contaram-me e eu acreditei :)

foto de patologista
..
Contaram-me e eu... acreditei!...
...
Alguns meses após o divórcio, ela sentiu-se encorajada a mudar de casa. Esforçada que foi a sua coluna, teve de recorrer a terapias complementares, numa tentativa de reparar os danos ocorridos. Conheceu um profissional de terapias, passando a sentir-se em franca recuperação com os seus tratamentos. Na primeira parte de cada tratamento, fazia acupunctura e moxabustão, seguindo-se uma deliciosa massagem de corpo inteiro, chamada “californiana”, com óleo aquecido. Ao longo das sessões, de conhecidos, passaram a bons amigos.
.......
Com o passar do tempo pós-divórcio, o seu corpo de mulher começava a fazer exigências. Aquelas massagens transportavam-na, involuntariamente, para outros momentos de fortes e boas emoções, guardadas na memória das células da sua pele e mente.
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Começou a notar que no regresso a casa, apesar de um certo bem-estar e relaxamento geral, se acentuava uma dor que ela bem conhecia, na zona do baixo-ventre. A carência sexual nela, doía-lhe. Não era uma dor intensa, mas fazia-se notar bem e era persistente.
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Conversou com o terapeuta e juntos tentaram encontrar uma solução. Um terapeuta não tem que ser bombeiro mas, ela, na nova situação de mulher sozinha, precisava reaprender a gerir a sua sexualidade.
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Na inexistência de namorado, uma das hipóteses considerada foi o recurso a um vibrador. Como ela demonstrasse vergonha na ida a uma sex-shop, ele disponibilizou-se para acompanhá-la.
Uma vez adquirido o objecto, este passou a ser utilizado na parte final das massagens. As tensões começaram a desaparecer, e as “dores” a normalizar. Progressivamente, ela foi descobrindo e dominando a técnica de auto-utilização, com resultados satisfatórios.
Esta autonomia tornou-a mais forte e independente da colaboração masculina. O seu “homem de silicone”, apesar de desagradavelmente frio, era perfeitamente funcional para uso individual ou partilhado.
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Numa das sessões de terapia semanal, o ritual repetiu-se: discretamente pousou na estante o seu “amigo fiel” para ser utilizado no momento oportuno; despiu-se e deitou-se na marquesa, em decúbito ventral, como habitualmente fazia. A luz fraca e indirecta, associada à música oriental de fundo, convidavam à descontracção. Enquanto o terapeuta, ao telefone, resolvia assuntos pessoais, ela percorreu com o olhar o mobiliário já sobejamente conhecido. A sua atenção prendeu-se na análise de um objecto novo, uma espécie de tabuleiro de metal, onde repousavam algumas pedras escuras, semi-cobertas de água. Ao som dos passos abafados do terapeuta, ela semicerrou os olhos e iniciou a “viagem”.
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Ele ensinara-lhe que uma massagem era como uma viagem através de um rio, onde nos abandonaríamos ao envolvimento da corrente, até onde ela, ou nós quiséssemos ir.
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Na massagem tudo era delícia: o sabedor toque das mãos, o desbloquear e fluir da energia, o conforto do óleo aromatizado e aquecido, a pressão, o deslizar e sentir vigoroso da textura dos pêlos dos braços… tudo se misturava, se confundia e embriagava… o pensamento abandonava o corpo e esvoaçava e brincava com o fumo do incenso… a entrega era total…
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Naquele dia, porém, foi-lhe dada a provar uma nova sensação. A certa altura o seu corpo não era massajado directamente por mãos, mas por pedras aquecidas. DELÍCIA DAS DELÍCIAS!
As pedras deslocavam-se acompanhando as curvas do corpo numa suave, firme e morna harmonia…
Como competente profissional que era, ele apercebeu-se da reacção agradável que lhe proporcionava. As pedras deslizavam corpo acima, corpo abaixo, e o rosto dela iluminava-se com o mais sincero sorriso de prazer… Encorajado, ele prosseguiu. A troca das pedras aconteceu algumas vezes. A certa altura, ela sentiu-se acariciada nas nádegas . “Uiii…que bom”… gemeu entre dentes… Ele prosseguiu contornando-lhe o sexo… Ela afastou ligeiramente as pernas permitindo-lhe o acesso. A penetração aconteceu, confortavelmente quente, movimentada, deliciosa. Todo o seu corpo reagiu e vibrou. Não tardou que generoso orgasmo inundasse a mão do terapeuta, obrigando-o a interromper os movimentos pela incapacidade de segurar e manejar o objecto causador de tão agradável sensação.
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Acalmado o ritmo respiratório ofegante dela, virou-se ligeiramente. A seu lado, aguardando a reacção, permanecia de pé o autor da proeza, ostentando no rosto um sorriso misto de prazer e malandrice de menino. Entreolharam-se.
- Gostaste ?? Foi bom ???!!! – inquiriu ele numa procura de confirmação verbal.
- A..DO..REI… Que fizeste ??!!! Aqueceste o vibrador??!!!!
Calma e confiantemente, retirando as mãos de trás das costas, com um sorriso meio divertido meio bondoso, exibiu uma das mãos, dizendo:
- Minha querida, foi apenas uma pedra…
Movida pela surpresa e pela onda de ternura que a invadiu, erguendo-se ligeiramente, ela segurou-lhe a mão e beijou-a enternecida…
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Abraçaram-se duplamente felizes, cúmplices no prazer, completamente gratificados.
Abraços daqueles que apenas os amigos sinceros sabem entender…
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Uma vez mais a “viagem” tinha acontecido.
A julgar pelo que dizem, como deve ser óptimo conseguir deixar-se levar pela corrente, rio abaixo…. até onde quisermos ir…
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Papoila_Rubra
Março 2006
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Eu não tenho um corpo... EU SOU O MEU CORPO
e
sexo é.... O CORPO INTEIRO!!!
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Se me atirarem alguma pedra, sejam meiguinhos...

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Um pouco de mim :)


Não é nada transcendente visto à distância de trinta anos, mas, na altura… íamos morrendo de susto!!!

Tinha nesse tempo um apessoado namorado, razoavelmente mais velho que eu, dono de um automóvel espaçoso. Estranhamente ele mandara substituir o volante de origem, que dizia ser demasiado grande, por outro de reduzidas dimensões, sob pretexto de ter um ar mais desportivo. Limitava-me a observar sem nada entender, ingenuamente supondo que ele pretendia um maior espaço para a sua estimada barriguinha de trintão. Como na altura estava a tirar carta de condução, ele disponibilizara-se e deixava-me praticar no seu carro . A horas tardias e em locais de pouco movimento, era-me permitido conduzir. Certa noite, finda a aula prática, encaminhávamo-nos para a minha casa paterna, em terras de relevo montanhoso, indo já ele na condução. A certa altura, numa ruinha inclinada e estreita, de sentido duplo, mas, onde apenas passava uma viatura de cada vez, ele resolveu parar, sensivelmente a meio. Olhou-me com ar muito maroto, lançando-me o desafio:
- Experimentamos aqui???!!! Em simultâneo, fez recuar o seu assento de condutor, convidando-me com irrecusável gesto de mãos, para o seu colinho. O espaço pareceu-me suficiente para ambos cabermos. Porém, hesitei um pouco. E se acontecesse de vir outro carro?... Se viesse no sentido descendente, ficaria meio oculta. Mas, se viesse no sentido ascendente, os faróis, devido à inclinação, acertariam em cheio nas minhas partes traseiras… Adivinhando o motivo da minha hesitação, ele segurou-me a mão encorajando-me com o argumento:
- Anda, a esta hora não vem ninguém…
Bom, confesso que o desafio também me fez um brilhozinho nos olhos. Sem necessitar repetir o convite, com acelerados preparativos, saltei para cima dele. Estávamos super entusiasmados com a experiência maluca que para mim era estreia Devido ao meu posicionamento sobranceiro, competia-me acelerar os movimentos de penetração. Porém, no auge do nosso entusiasmo, soltei um apavorado e valente berro acompanhado de ensurdecedora buzinadela... Assustados, refugiámo-nos em apertado e ofegante abraço… Sem querer, o meu rabinho acabara de acertar em cheio no reduzido volante, accionando a buzina por alguns segundos…
Momentos volvidos, refeitos do susto e entre tresloucadas gargalhadas, apressámo-nos a desembaciar o pára-brisas e a abandonar o local, não fosse algum vizinho com insónia ser despertado na sua curiosidade de voyeur.

A experiência acabou por não correr mal de todo, mas, só após este episódio é que eu realmente entendi o verdadeiro e secreto motivo da troca de volantes… Enfim, mais uma, entre muitas, das vantagens e benefícios da experiência de um namorado mais velho…
Papoila_Rubra
Março de 2006

O corpo de um homem é uma fonte inesgotável de prazeres...
porque SEXO, É O CORPO INTEIRO!!...

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terça-feira, abril 11, 2006

:)


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sábado, abril 08, 2006

boca

Tenho a marca da tua boca no meu peito.
Elipse em batom perfeita.
Auréola de pecado tecida
gravada em fogo de prazer.
Diadema de lembrança em êxtase.
Infidelidade consentida
pela ausência afortunada.


Apagámos o fogo mutuamente
em horas de entrega total
numa noite em que de tão cheia
a lua
iluminou-nos no nosso vício
sem culpa formada
sem pecado sentido
comprometida com o nosso prazer.


No meu peito guardá-la-ei
até que ele se ausente outra vez.


Espero-te aqui
naquele canto que é só meu
onde sabes que me podes sempre encontrar.

Deli...



http://opavao.blogspot.com/2006/04/tenho-marca-da-tua-boca-no-meu-peito.html

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sexta-feira, abril 07, 2006

Deli...


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quarta-feira, abril 05, 2006

das tuas mãos em mim....

Das tuas mãos em mim
conservo
o estremecer ao toque
o calor do contacto
o transbordar da ternura
na ânsia inquieta do descobrir...


Um corpo é como um mapa,
disseram-me um dia.


Um mapa de rotas não traçadas
de percursos sempre inacabados
repleto de transcendentes encantos
ao dobrar de cada curva
ao contornar cada montanha
ao perscrutar cada esconderijo...


Gosto de mãos sabedoras


Ficou-me na memória
o desejo feito água na boca
colhido pelas tuas mãos mágicas...

Papoila_Rubra
Fevereiro / 2006

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segunda-feira, abril 03, 2006

as tuas mãos...


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sábado, abril 01, 2006

desejo... que não é mentira :)


Minha boca tem desejo
gulosamente mordido
a..pri..si..o..na..do
nos lábios
do meu beijo contido...

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